segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Correr : como? - Com que calçado?

Faz tempo que não me visito aqui. Não significa desligamento deste lugar. È porque resolvi só dizer aqui coisas reveladas pela prática. Por isso demorei a postar algo.

Faz meses que ando a ruminar sobre o como correr da melhor forma, cujos resultados mostrem melhoras na resistência e velocidade, com o mínimo de lesões ou, melhor, sem lesões. Porque lesões são, atualmente, ocorrências corriqueiras e fartas entre corredores, amadores ou profissionais e mais ainda entre os que só ocasionalmente correm. Eu corro em busca de bem-estar e faço auto observações durantes treinos e provas(nestas, havendo momentos especiais).

Como disse, corro há um ano e meio.(houve um intervalo de 45 dias sem treinos). Desde o início, duas lesões sempre me incomodam; não me tiram das corridas/treinos, mas incomodam; às vezes pela ardência, outras por moderada e persistente dor.  Uma é no calcanhar esquerdo, próxima ao tendão de Aquiles; outra, que arde, no joelho direito. Eu as  trato com procedimentos naturais, tipo acupuntura, contraste de água quente/fria, massagens, etc. Comecei a buscar informações sobre o assunto e vi que, na internet, por vários sites, corre uma boa polêmica sobre a funcionalidade do tênis com amortecedores entre os que correm. As oposições são radicais às vezes. De um lado uma minoria mínima mesmo, convicta de que a invenção do tênis trouxe um leque de lesões, cujas ocorrências praticamente não havia até a sua industrialização. Que os grandes corredores, velocistas ou maratonistas, sempre correram com calçado mínimo, sem amortecedores na sola. Que estes gradualmente modificaram a forma como as pessoas corriam e a pisada, com os calcanhares absorvendo o primeiro impacto do corpo no chão, passou a ganhar ênfase e, pior, segundo os Corredores de Pés Descalços e os de Pés Quase Descaços, passou a ser recomendação médica. Daí a profusão de amortecedores e tipos de tênis - afirmam. Do outro lado, o da imensa maioria, estão os que defendem o tênis como fruto da evolução tecnológica e que seu uso ajuda não só os de pisada neutra mas, principalmente, os que têm supinação ou pronação acentuadas no ato de correr. Claro que este relato está muito simplificado aqui, mas é como consegui dizer em poucas palavras.
Mergulhei no assunto, troquei idéias e logo estava a treinar com uma sapatilha adaptada à corrida, com amortecedor zero, sem conforto algum, pois sua função é somente  proteger os pés de pedregulhos, vidros, pregos, etc. Tem ótima aderência ao asfalto, o que facilita a mudança das passadas.
Correr com apoio no calcanhar e, consequentemente iniciar a pisada no calcâneo, seria a forma mais natural de correr, estará no ápice de nossa evolução, desde quando deixamos de andar de quatro?
Não voltando a correr de quatro mas correndo com uma sapatilha simples, com solado de borracha super resistente e revestida com tecido forte e ventilante, senti logo a diferença em relação ao tênis. As pernas começaram a doer uma dor estranha, entranhada - eu sentia - nos nervos, músculos, nos líquidos, ossos e tendões. Uma dor generalizante que envolvia e encobria as antigas dores específicas do calcanhar esquerdo e joelho direito. Fui devagar e, com uns quatro treinhos, já tinha me acostumado às sapatilhas. Sendo que: ao voltar a usar o velho (saudoso) Nike, especificamnete as dores velhas voltavam a me incomodar mais. Daí fui para treinos longos com elas, de10 a 14 Km, preparei-me para duas corridas de l6 Km, uma dia 18/07/10 e, domingo seguinte, 25/07, a outra. A primeira corri com o velho Nike; a segunda, com a sapatilha. Mas como este post ja está longo demais, comentarei essas corridas no próximo.