Cada corrida é uma e somente ela. Fiz os 10Km da Maratona Internacional de sp em 1:04, portanto uns seis minutos a menos do que fiz no mesmo percurso, há um ano exatamente. Mais corri com muito mais percepção de coordenação, tanto dos movimentos físicos, como nas estratégias que fui construindo. Era fólego melhor, auto-observação constante( "como estou respirando? E minhas pernas? Converso comigo mesmo em voz audível, cantarolo Mulher Rendeira; os que passam e os passados pensarão 'está louco'?). Ok, 2km nessa faixa de frequência 140 0 150, em 16 min, aí comigo pensei 'se continuar assim vou demorar uma hora e meia prá chegar', deixei de olhar o relógio(monitor cardíaco) e fui conforme me sentia. Pernas e braços queriam, mas o coração me alertava 'manera'. Pelos Km 5 sentí incômodos, afetado pela temperatura. Que terrível, começar uma corrida às 9:00, muito menos uma maratona como a Internacional de São Paulo!. Tive que conversar com meu coração, que n'algúns momentos ficou caótico... Não pode ser tudo isso que vejo subir no relógio: 223! Respirava, diminuia o passo, um aperto no tórax, respiração curta, por um momento (segundos) literalmente andei; respirei , busquei o todo, as partes, fazia conexões, até sentir o corpo inteiro de novo, porque estava despedaçado. Fiquei uns dez minutos assim, e fui, para o meu bem-estar, melhorando, a pulsação mostrou-se em 150, entrei em novo ritmo; nos dois últimos Km corri mais e ousei um 'tiro' nos 500 mts finais. Alegre e bem fisicamente.
Mas que susto!!
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